Coranavírus

Sem vaga em Cacoal, paciente coloradense com Covid é levada para HR de Vilhena e caso acaba em confusão

Segundo protocolo estadual, pacientes de Covid da região serão levados para Cacoal, devido local ter recebido investimento para isso

O prefeito Eduardo Japonês (PV) ficou extremamente chateado, com o prefeito de Colorado do Oeste, Professor José Ribamar (PSB) na noite desta quarta-feira, 01 de julho, quando uma ambulância da cidade vizinha estacionou na emergência do Hospital Regional, com uma senhora clinicamente positivada para covid-19.

Segundo o protocolo estadual de saúde, todas as pessoas que precisarem de internação por covid na região do Conesul devem ser alocada em Cacoal, pois lá o governo do estadual fez maiores investimentos justamente para suportar a demanda de toda a região.

Contudo, como Cacoal se recusou a receber a coloradense, ela foi enviada para Vilhena, sem que o prefeito Eduardo Japonês recebesse nenhum tipo de aviso ou ligação do prefeito de Colorado.

CONFUSÃO NA PORTA DO HOSPITAL

Logo que chegou a paciente teve sua internação negada, pois estava fora de risco eminente de morte e também sua internação seria contra os protocolos estaduais de combate à Covid. No entanto, uma autoridade jurídica de Colorado veio acompanhando a paciente, como se já previsse o problema que seria gerado.

Em meio a certa confusão, um boletim de ocorrência teria sido registrado e o prefeito Eduardo Japonês que estava no Hospital Regional autorizou a internação, segundo ele, por questão humanitária e para evitar maiores desdobramentos, mas ficou extremamente chateado com a atitude do colega de Colorado.

“Não é assim que funciona. O prefeito de lá teria que tentar resolver em Cacoal, resolver com o governo do Estado. A central da região é Cacoal. Aqui em Vilhena fizemos um planejamento e estamos lutando para não ter um lockdown e um colapso na saúde. Acho uma ‘folga’ muito grande fazer isso dessa forma, sequer ligaram para nós para pedir ajuda para essa internação”, disse o prefeito vilhenense.

Eduardo conversou com o marido e a família da paciente, e disse que ninguém deles tinha culpa do que estava acontecendo, que a senhora seria internada e tratada com todos os recursos do hospital. Mas que infelizmente, esse tipo de situação gera uma crise muito grande entre as duas cidades.

“Amanhã eu vou resolver com o prefeito de Colorado, com o governo do Estado e com quem for preciso. Não pode virar bagunça. Mas esta senhora será atendida sem mais problemas”, finalizou Eduardo Japonês.

RECEIO 

O grande receio de Eduardo Japonês e dos médicos vilhenenses é que esta senhora adquira insuficiência respiratória e precise de um leito de UTI. Isso faria a cidade se aproximar cada vez mais de um lockdown. E se mais pessoas fossem levadas para o Hospital Regional e precisassem de um leito de UTI, a cidade sofreria além de um lockdown, um colapso no sistema de saúde, onde não poderia atender mais ninguém com falta de ar.

Vilhena Notícias

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